Emergências com Parkinson
Emergências com pessoas com Parkinson
O que é o Parkinson?
A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico progressivo que afeta o sistema nervoso e compromete o controle motor. Ela ocorre quando os neurônios de uma área do cérebro responsável pela produção de dopamina se deterioram. Isso causa tremores de repouso, rigidez muscular, lentidão de movimentos e problemas de equilíbrio.
Nota: Saiba mais sobre a progressão, os sintomas detalhados e o diagnóstico clínico consultando a Clínica Mayo, o Hospital Albert Einstein e Pakinson’s Fundation.
Emergências com Parkinson geralmente envolvem piora motora súbita (off), quedas com fraturas, infecções (urinária/pulmonar) e complicações de medicamentos, como psicose aguda ou hipotensão ortostática.
A Síndrome Neuroleptica Maligna ou Acinesia Aguda, devido à interrupção abrupta da levodopa, são emergências graves, exigindo atenção imediata a delírios, alucinações e imobilidade.
Principais Tipos de Emergências em Parkinson:
Piora Motora Aguda (“Off” Grave): Rigidez extrema e incapacidade de se mover (acinesia), frequentemente causada por atraso ou interrupção na medicação.
Quedas e Fraturas: A instabilidade postural e rigidez aumentam o risco de quedas, resultando em fraturas de fêmur ou traumas cranianos.
Complicações Infecciosas: Infecções urinárias e pneumonia são causas frequentes de internação e piora súbita.
Complicações Psicóticas e Cognitivas: Confusão mental, delírios e alucinações graves, às vezes causados por ajuste incorreto de medicamentos dopaminérgicos.
Hipotensão Ortostática: Queda brusca da pressão arterial ao levantar, causando desmaios.
Crises de Disfagia: Dificuldade extrema para engolir, causando risco de engasgo e aspiração de alimentos/saliva.
Complicações de Dispositivos: Problemas com estimulador cerebral profundo (DBS) ou bombas de infusão.
Quando procurar ajuda urgente:
☐ Imobilidade súbita e incapacidade de comunicação.
☐ Febre alta acompanhada de rigidez muscular intensa e confusão (alerta para Síndrome Neuroleptolítica-like).
☐ Quedas com incapacidade de levantar ou dor intensa.
☐ Alucinações que colocam em risco o paciente ou cuidadores.
Emergências com pessoas com cegueira
Emergências com pessoas com cegueira incluem principalmente quedas, acidentes de trânsito e desorientação em ambientes desconhecidos.
Ferimentos oculares agudos, como pancadas, também exigem atenção imediata.
A prevenção envolve orientação/mobilidade e adaptação de espaços, enquanto o auxílio deve ser verbal e discreto.
Tipos de Emergências e Ações Recomendadas:
Locomoção e Quedas: Quedas são frequentes, especialmente com o envelhecimento.
Barreiras: Obstáculos baixos ou objetos fora do lugar são perigos comuns.
Segurança no Trânsito: Alto risco de acidentes ao atravessar ruas ou usar transportes públicos.
Desorientação: Perda de referência em ambientes com obras, mudanças de mobiliário ou locais novos.
Emergências Médicas Oculares: Golpes nos olhos, dor intensa, visão turva repentina (em casos de baixa visão), olho roxo ou sangue no olho exigem compressas frias e pronto atendimento.
Como Auxiliar em uma Emergência:
Identifique-se: Diga quem é você e chame a pessoa pelo nome.
Ofereça ajuda, não force: Pergunte se precisam de auxílio e explique a situação com clareza.
Guia Vidente: Deixe a pessoa segurar no seu braço ou ombro em vez de puxá-la.
Descrições Claras: Evite dizer “ali” ou “lá”. Use “à sua direita”, “dois passos à frente”.
Emergencias com pessoas com deficiência
As situações de emergência com pessoas com deficiência podem ser classificadas tanto por natureza clínica (médica) quanto por contexto ambiental (desastres e evacuações).
Nota: Em qualquer cenário, essas pessoas têm de 2 a 4 vezes mais chances de sofrer danos graves ou morte devido a barreiras de comunicação e acessibilidade.
Abaixo, os principais tipos de emergências e as especificidades para cada perfil:
1. Emergências Clínicas e Primeiros Socorros
São situações de saúde imediatas que exigem intervenção técnica:
Parada Cardiorrespiratória: Necessita de massagem cardíaca adaptada à condição física da pessoa.
Desobstrução de Vias Aéreas: Casos de engasgo, comuns em pessoas com certas dificuldades motoras ou neurológicas.
Crises Convulsivas: Frequentes em algumas condições neurológicas; requerem proteção da cabeça e monitorização.
Hemorragias e Queimaduras: Tratamento padrão, mas com atenção redobrada à comunicação com a vítima sobre a dor.
2. Emergências Socioambientais e Desastres/Catástrofes
Que exigem evacuação rápida e onde as barreiras físicas se tornam fatais:
Enchentes e Inundações: Pessoas com mobilidade reduzida podem ficar presas em níveis baixos; surdos podem não ouvir alarmes sonoros.
Incêndios e Evacuações de Edifícios: A falha de elevadores isola cadeirantes em andares altos.
Deslizamentos de Terra: Exigem percepção rápida de sinais de alerta (como rachaduras), o que pode ser dificultado para pessoas com deficiência visual ou intelectual.
3. Barreiras Específicas por Tipo de Deficiência:
As emergências tornam-se críticas devido a falhas de acessibilidade no momento do risco:
Deficiência Visual: Perda de bengalas, cães-guia ou órteses durante resgates causa desorientação total.
Deficiência Auditiva: Inexistência de alertas visuais (luzes estroboscópicas) impede a percepção de perigo iminente.
Deficiência Intelectual e Autismo: Quebra abrupta de rotina, barulhos intensos de sirenes e ambientes desorganizados podem gerar crises de pânico ou paralisia.
Deficiência Física: Dependência de equipamentos (cadeiras de rodas, próteses) que, se danificados ou deixados para trás, impedem a locomoção autônoma.
Prioridade no Atendimento:
Por lei, pessoas com deficiência têm atendimento prioritário em qualquer estabelecimento. No entanto, em prontos-socorros, essa prioridade é condicionada à gravidade clínica (triagem médica). Casos de risco de vida iminente de qualquer paciente passam à frente da prioridade legal por deficiência.
Emergências com pessoas desaparecidas
O que são emergências com pessoas desaparecidas?
Emergências com pessoas desaparecidas envolvem o afastamento súbito de alguém da sua rotina habitual e devem ser tratadas imediatamente, sem necessidade de esperar 24 horas.
Os tipos principais incluem:
Desaparecimento voluntário (decisão própria)
Involuntário (acidentes, crises de saúde/Alzheimer)
Forçado (coação, sequestro)
Ações rápidas como registrar o boletim de ocorrência (190) são cruciais.
Aqui detalhados os principais tipos de desaparecimento e ações de emergência:
Desaparecimento Voluntário:
Quando a pessoa, sendo capaz, decide voluntariamente romper vínculos familiares ou sociais.
Desaparecimento Involuntário:
Ocorre contra a vontade da pessoa devido a desastres naturais, acidentes ou crises de saúde (como demência ou Alzheimer).
Desaparecimento Forçado:
Envolve violência, coação, sequestro ou tráfico de pessoas, independente da condição física da vítima.
Desaparecimento de Crianças e Adolescentes:
Caso de alta prioridade que exige divulgação rápida de fotos e dados.
Ações de Emergência Recomendadas:
☐ Ligar 190 (PM) ou 191 (PRF): Avisar imediatamente, pois a busca é prioridade.
☐ Registrar Boletim de Ocorrência: Pode ser feito online ou em qualquer delegacia de Polícia Civil, sem esperar 24 horas.
☐ Verificar Hospitais/IML: Procurar em UPAs, hospitais, IML e albergues para descartar mal súbito ou morte natural/violenta.
☐ Fornecer Detalhes: Ter foto atualizada, documentos, descrição das roupas e locais frequentados pela pessoa desaparecida.
Emergências de Rua
Quais são as emergências de rua?
Emergências de rua envolvem riscos imediatos à vida, exigindo socorro rápido (SAMU 192/Bombeiros 193).
Os tipos mais comuns incluem parada cardiorrespiratória, infarto, AVC (acidente vascular cerebral), traumatismo craniano/fraturas por acidentes ou quedas, hemorragias intensas, falta de ar aguda e intoxicações.
Principais Emergências em Vias Públicas:
Trauma e Acidentes: Quedas de altura ou própria altura, atropelamentos, acidentes de moto ou carro (gerando traumas contusos ou penetrantes).
Crises Clínicas: Infarto agudo do miocárdio, AVC (perda de força, fala arrastada), crises convulsivas e diabetes descompensada (hipoglicemia).
Emergências Respiratórias: Falta de ar extrema (dispneia), engasgo (obstrução de vias aéreas).
Violência: Ferimentos por arma branca ou de fogo.
Emergências Ambientais: Choque térmico (hipertermia/hipotermia), desidratação grave.
O que fazer:
Segurança: Verifique se o local é seguro antes de se aproximar.
Acione: Ligue 192 (SAMU) ou 193 (Bombeiros) imediatamente.
Não mova: Em casos de trauma, evite mover a vítima para prevenir lesões na coluna.
Apoio Psicológico: Mantenha a vítima calma, se possível.
Emergências domésticas
O que são emergências domésticas?
As emergências domésticas mais comuns incluem quedas (especialmente com idosos/crianças), queimaduras na cozinha, cortes/sangramentos, engasgos, choques elétricos e intoxicações por produtos de limpeza ou remédios.
A prevenção com telas, grades e organização é fundamental, sendo necessário acionar o SAMU (192) ou Bombeiros (193) imediatamente em casos graves.
Aqui estão os principais tipos de emergências em casa e como agir:
Quedas: Comuns com idosos e crianças em escadas ou pisos molhados.
Dica: Não mova a pessoa se houver suspeita de lesão na coluna.
Queimaduras: Causadas por fogo, óleo quente, panelas ou ferro de passar.
Dica: Lave com água corrente fria, nunca use pomadas ou pasta de dente.
Engasgo: Obstrução de vias aéreas por comida ou objetos pequenos.
Dica: Aplique a manobra de Heimlich (abraço por trás pressionando o diafragma).
Intoxicação/Envenenamento: Ingestão de produtos de limpeza, remédios ou plantas tóxicas.
Dica: Não provoque vômito e ligue imediatamente para o SAMU ou Centro de Informação Toxicológica.
Choque Elétrico: Fios desencapados ou aparelhos defeituosos.
Dica: Desligue a energia antes de tocar na vítima.
Cortes e Sangramentos: Uso de facas ou objetos perfurocortantes.
Dica: Pressione o local com um pano limpo para estancar.
Incêndios/Vazamento de Gás: Panelas esquecidas ou mangueiras de gás danificadas.
Dica: Feche o registro de gás e saia do local.
Afogamentos: Risco alto para crianças em piscinas, banheiras ou baldes.
Dica: Nunca deixe uma criança sem supervisão de um adulto.
Números de Emergência:
☐ SAMU: 192 (emergências médicas)
☐ Bombeiros: 193 (incêndios, quedas, choques)
Emergências em epilepsia
O que é epilepsia
A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por uma predisposição a ter crises epilépticas repetidas. Essas crises ocorrem devido a descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, popularmente descritas como um “curto-circuito”, que podem causar desde breves lapsos de atenção até convulsões intensas.
É importante destacar que ter uma única crise na vida não significa ter epilepsia. O diagnóstico geralmente exige a ocorrência de duas ou mais crises não provocadas.
Tratamento e Qualidade de Vida:
O tratamento é fundamental para evitar complicações e melhorar a qualidade de vida do paciente.
Ele pode envolver:
Medicamentos anticonvulsivantes: A principal forma de tratamento, que ajuda a controlar ou prevenir as descargas anormais.
Dieta e Cirurgia:
Em casos onde os medicamentos não são eficazes, dietas específicas ou intervenções cirúrgicas podem ser recomendadas.
Emergências em epilepsia ocorrem quando crises são prolongadas (estado de mal epiléptico), repetitivas, causam lesões ou ocorrem em contextos especiais (gravidez, febre alta).
As principais crises de emergência incluem tônico-clônicas generalizadas (convulsão), tônicas (rigidez), atônicas (queda súbita) e crises focais com alteração de consciência.
Tipos de Emergências e Crises Críticas:
Estado de Mal Epiléptico: Crise que dura mais de 5 minutos ou crises repetidas sem recuperação da consciência entre elas. É uma emergência médica que exige atendimento imediato.
Crise Tônico-Clônica Generalizada: Envolvem ambos os lados do cérebro simultaneamente. A “convulsão” clássica, com perda imediata de consciência, quedas, rigidez muscular, movimentos bruscos (abalos), tremores generalizados, salivação e risco de asfixia ou traumas.
Crises Atônicas (ou de queda): Perda súbita do tônus muscular, resultando em quedas e riscos altos de lesões na cabeça.
Crises Focais com Comprometimento da Consciência: Afetam apenas uma área específica do cérebro. A pessoa fica confusa, realiza movimentos automáticos (ficar alheia ao ambiente, breves “apagões / aéreo” ou andar em círculos) e não responde, podendo se colocar em perigo.
Crises em Situações Especiais: Crises febris em crianças (febre muito alta) ou crises em gestantes.
O que fazer (Primeiros Socorros):
☐ Mantenha a calma e cronometre o tempo da crise.
☐ Proteja a cabeça: Coloque algo macio embaixo e afaste objetos.
☐ Vire de lado: Para evitar asfixia por saliva ou vômito.
☐ Não contenha os movimentos nem coloque nada na boca.
Quando chamar socorro (SAMU 192):
☐ A crise durar mais de 5 minutos.
☐ A pessoa não acordar ou não respirar bem após a crise.
☐ Houver ferimentos ou for a primeira crise da vida da pessoa.
Emergencias médicas
Uma emergência médica é uma situação crítica caracterizada pelo risco iminente de morte, de lesões funcionais irreparáveis, irreversíveis ou de sofrimento intenso.
Caracteriza-se pelo colapso súbito das funções vitais (respiratória, circulatória ou neurológica), exigindo intervenção imediata, sem qualquer tempo de espera, para garantir a manutenção dos sinais vitais, sendo tratada com prioridade absoluta para preservação da vida.
Numa emergência, cada segundo conta, pois cada minuto decorrido no atraso no socorro reduz drasticamente as hipóteses de sobrevivência do indivíduo.
O risco iminente de morte é definido tecnicamente e juridicamente como uma situação de ameaça atual, imediata e pendente à vida, na qual a ausência de socorro instantâneo resultará no óbito da pessoa em questão de minutos ou poucas horas.
Tempo crítico: O atendimento deve ser instantâneo. Minutos decidem uma vida.
Falência vital: Há um colapso imediato no coração, nos pulmões ou no cérebro.
Prioridade absoluta: Passa à frente de qualquer outro caso num hospital ou resgate.
Existe ainda a urgência médica, que difere da emergência médica, sendo que a principal diferença está no fator tempo e no risco de morte.
Embora ambos exijam atendimento médico rápido, a emergência é uma ameaça imediata à vida, enquanto a urgência pode aguardar um curto período sem causar danos fatais instantâneos.
O fator tempo (instantaneidade):
Na emergência, é medido em minutos e segundos.
Na urgência o tempo é medido em horas.
A gravidade biológica:
Há uma falência ou ameaça direta aos órgãos vitais (coração, pulmões e cérebro).
A obrigatoriedade legal:
Por lei, nenhum hospital (público ou privado) pode recusar atendimento a uma emergência, configurando crime de omissão de socorro caso o faça.
Tipos de emergências médicas:
1. Emergências Cardiovasculares e Respiratórias:
São as que exigem maior rapidez devido ao risco de paragem dos sistemas vitais.
Parada Cardiorrespiratória (PCR): O coração e a respiração param de funcionar.
Infarto Agudo do Miocárdio: Caracterizado por dor forte e súbita no peito.
Insuficiência Respiratória Aguda: Dificuldade extrema ou incapacidade de respirar.
2. Emergências Neurológicas:
Afetam o cérebro e o sistema nervoso, podendo deixar sequelas permanentes se não tratadas.
Acidente Vascular Cerebral (AVC): Perda súbita de movimentos, fala enrolada ou assimetria facial.
Convulsões Prolongadas: Crises que não cessam ou que se repetem rapidamente.
Traumatismo Cranioencefálico (TCE): Lesões graves na cabeça com perda de consciência.
3. Emergências Traumáticas e Externas:
Resultam de acidentes, violência ou agentes ambientais.
Hemorragias Graves: Sangramentos intensos que não podem ser controlados facilmente.
Queimaduras de 3º Grau: Ou aquelas que atingem áreas extensas do corpo.
Afogamentos e Choques Elétricos: Situações que causam paragem súbita das funções vitais.
Ferimentos por Arma: Cortes profundos ou perfurações por projéteis ou facas.
4. Emergências Clínicas e Metabólicas:
Causadas por reações do próprio organismo ou agentes químicos.
Anafilaxia: Reação alérgica grave que fecha as vias respiratórias.
Intoxicações Exógenas e Envenenamentos: Ingestão ou contacto com substâncias tóxicas.
Coma Diabético: Alterações críticas nos níveis de açúcar no sangue.
Como identificar e agir?
Na dúvida entre urgência e emergência, o critério é a ameaça à vida. O serviço de referência é o SAMU 192.